Os alemães querem o Ceará

18 de Outubro de 2012

A Alemanha quer estreitar os laços comerciais com o Brasil, em especial, com o Ceará. O diretor de Relações Internacionais da empresa de consultoria alemã Wüco, Georg Rodenbach, passou os últimos dois dias em reuniões com representantes de entidades públicas e privadas de atração de investimentos no estado.

O objetivo do primeiro encontro, planejado com mais de um ano de antecedência por meio da Pentagonal Consultoria, de Fortaleza, foi reconhecer o quanto é fértil o ambiente empresarial do Ceará. Antes de passar por Fortaleza, Rodenbach passou também pelo Rio de Janeiro e por Recife, em busca de registrar oportunidades.

O executivo foi designado pelo governo do estado da Renânia do Norte-Vestfalia, um dos maiores em densidade econômica daquele país. A ação faz parte da NRW goes to Brazil Plus, criada em 2011 pela Câmara de Comércio e Indústria de Essen (oitava maior cidade alemã), com a NRW.

Rodenbach teve, ontem à tarde, reunião com o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Roberto Smith, com a presença do cônsul honorário da Alemanha, Dieter Gerding.

Após o encontro, o representante alemão recebeu O POVO para detalhar a impressão que ele teve do Ceará e quais os desafios para despertar o interesse dos empresários alemães no Brasil.

“Sentimos nessas poucas, mas muito eficazes, reuniões, que realmente o Ceará está com interesse em recebe alta tecnologia. Tem que ser a melhor possível, principalmente pela competição internacional”, argumentou.

O executivo explicou que o objetivo é aplicar no Ceará a filosofia empresarial que a Alemanha desenvolve para ser competitiva com as grandes potências mundiais: qualidade e durabilidade dos produtos, além de capacitação de mão de obra local.

“Não é apenas trazer a tecnologia, mas também possibilitar que a mão de obra brasileira se qualifique na aplicação da tecnologia”.

Setor farmacêutico
O representante da Wüco realizou encontro também com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio do Sindiquímica e do Sindiverde-CE. O setor farmacêutico é um dos observados por Rodenbach como o primeiro com grande potencial de parceria.

A busca por oportunidades além-mar tem a ver com o potencial de consumo do Nordeste. “Não é para fugir da crise.” Para ele, o principal entrave que ainda afasta muitos investidores é o Custo Brasil, que, segundo ele, já está sendo calculado pelo empresariado alemão.

Fonte: Jornal O Povo
www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2012/10/18/noticiasjornaleconomia,2938636/os-alemaes-querem-o-ceara.shtml